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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Devaneios de Amor


 
Tão longe e tão perto espero que aconteça…
Persegues o meu corpo e a minha natureza,
Elevas-te a mim até que adormeça,
Envolves-me nos teus braços, na tua beleza…

Foram escaldantes as noites na minha cabeça,
Recordo-te em mim, a tua gentileza,
A loucura que em nós recomeça,
Que invade o cortiço que faz sentir a sua leveza.

Ardentes em beijos, uma alma que me mereça,
Vive desejos em grandeza,
És o meu Adónis, que me consome até que amadureça,
Mata-me nos teus braços com uma certeza,
Que sou apenas tua! Prende-me na tua fortaleza.
Amor…

Marlene

Loucura no Amor


Entre as penas da almofada,
Perco-me em sonhos quando te imagino,
Quanto te sinto, quando te desejo!
Fervo por dentro, a pele queima,
E reclama o teu beijo…

Debruçada em mim,
Nadando em lençóis que foram, que ainda são nossos,
Afogo a nostalgia em lembretes de cetim,
Percorro caminhos na carcaça,
És para o meu corpo a minha desgraça.

Vencida pelo cansaço,
Que provocas quando me despes com o teu olhar,
Vibro com as estrelas, com a Lua,
Só de em ti pensar…, Estar a vibrar,
Desnudo o Amor e deixo-me nua ficar!

Por isso te peço,
Vem para mim, vem-me Amar…
Marlene

Amar o desejo


Debruçada no meu pensar,
Expando em ti todas os meus gestos e alegrias,
Com a noite e a Lua a chegar,
Vivo-te aqui! Nas minhas fantasias,
Encantas-me, animas meu corpo com as tuas poesias.

Declamas o meu corpo em liras,
Como se dele fosse o que melhor que conhecesses,
Respondes a todas as minhas belas mentiras,
Que outrora levaste com interesse,
Agora dominas meus gestos como se não vivesse.

Nestas noites de minha cobardia,
Peço ao teu corpo que me venha amar,
Pois a minha pele incendeia com a ousadia,
De te ver, observar, olhar!
A tua casca quer arrancar, tirar…

Desnudo as vestes do coração,
Liberto-me para que na minha mente possas entrar,
Quero-te beijar, clamar a paixão,
No teu mar me poder afogar,
Para que no final, sim! Possa Respirar, o teu ar!

Marlene ( Ghost)